Lançamento de logomarca é uma das atividades em comemoração aos 400 anos do carisma vicentino



A Família Vicentina se prepara para comemorar os 400 anos de instituição do carisma dela inspirado em São Vicente de Paulo. Foi o santo que em 1617 fundou a instituição Damas da Caridade, o primeiro Ramo vicentino que, depois, abriu as portas para a criação de muitas outras entidades, a exemplo da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP). Para celebrar a data, foi lançada a logomarca oficial. A imagem é composta por um círculo (que representa o mundo, a história, a vida) formado por várias linhas coloridas (simbolizando os Ramos da Família Vicentina). “Estas linhas ou raios simbolizam as Congregações, grupos, associações fundadas a partir do carisma vicentino. Eles também simbolizam a sociedade, com suas imperfeições e alegrias, esperanças e fraquezas”, explica o padre Alexis Trujillo Cerquera, que apresentou a arte nesta semana no site internacional da Família Vicentina. Ainda de acordo com a explicação do padre, as estrelas da logomarca remetem aos dois lugares teológicos onde Vicente de Paulo viu os traços de Deus na vida dele e que iniciou as obras de caridade: Gannes-Folleville e Châtillon-les-Dombes, ambas na França. Já a cruz que corta o desenho representa a ressurreição de Cristo e a festa de Pentecostes. “A cruz nos lembra que é sempre um sinal de um novo espírito que vive dentro de nós e nos convida a viver como Família Vicentina em nosso mundo”, completa o padre. Os 400 anos do carisma vicentino serão comemorados em todo mundo com reflexões em torno dos gestos de caridade empreendidos em favor dos estrangeiros. O padre Gregory Gay, Superior Geral da Congregação da Missão (ordem dos padres, fundada por São Vicente de Paulo), definiu que entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2017 será o Ano da Acolhida ao Estrangeiro. O lançamento oficial deve ser feito no próximo dia 15 de maio, na Festa de Pentecostes. A partir de 15 de maio, os líderes da Família Vicentina terão a responsabilidade de desenvolver um processo de reflexão e consulta no respectivo Ramo, trabalhando estreitamente com as equipes nacionais e regionais, sobre as seguintes perguntas: a) Quem são os estrangeiros ao nosso redor? b) Como estamos dando nosso apoio atualmente? c) Quais as novas necessidades que estão surgindo? d) Como podemos responder a estas necessidades? e) Somos nós os estrangeiros necessitados de acolhida? As respostas a estas perguntas serão compiladas em outubro de 2016 e o resultado delas transformado em um plano de trabalho ao ano seguinte. Padre Gregory Gay dá pistas que podem orientar os trabalhos das pessoas que se dedicarão ao projeto, principalmente, elucidando o público-alvo da iniciativa. “São muitos: os refugiados que fogem da opressão e da pobreza; os desabrigados em suas cidades devido a guerras civis; os migrantes que buscam uma vida nova; os sem-teto; os enfermos físicos ou mentais; aqueles que sofrem discriminação por sua fé, raça ou cor; o jovem ou o ancião solitário e vulnerável. Muitas destas pessoas e situações já estão familiarizadas com o trabalho dos membros da Família Vicentina em nível global”.

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